Mariana Bianchini Silva, estudante do Brasil, está estudando na Susquehanna University, através do Programa Ciência sem Fronteiras.

Mariana Bianchini Silva, estudante do Brasil, está estudando na Susquehanna University, através do Programa Ciência sem Fronteiras.

Por que você resolveu estudar nos Estados Unidos?

O governo do Brasil ofereceu um programa de bolsa de estudos para alunos de graduação, incluindo a possibilidade de cursar Inglês intensivo por alguns meses. Para mim, essa bolsa de estudo pareceu uma ótima oportunidade de melhorar meu inglês e aumentar meu conhecimento em ciência e química em um país muito mais desenvolvido tanto economicamente quanto cientificamente.

Por que você escolheu esta universidade?

A escolha da universidade não foi completamente minha; parte do programa de bolsas de estudo que eu participo inclui uma instituição americana (que mantém parceria com o governo brasileiro) para direcionar os alunos para uma instituição que atenda tanto a nossa área de estudo quanto os interesses demonstrados no processo de inscrição.

Do que você mais gosta sobre a sua universidade?

A universidade não é tão grande e as salas de aula contêm poucos alunos o que faz o contato com a equipe da instituição, incluindo os professores, ser mais próximo.

Do que você tem mais saudade ou sente mais falta?

Da rotina com meus amigos na minha universidade no Brasil (a maioria dos meus colegas estarão formados quando eu voltar) e a convivência com minha família. E a comida brasileira, claro!

Há quanto tempo estuda nos Estados Unidos? O seu inglês tem melhorado? Você acha que esse curso vai lhe ajudar nos seus estudos em um universidade dos EUA no futuro?

Eu estou na Susquehanna University há sete meses (cursei desde o semestre do outono de 2015, que começou no final de Agosto). Meu inglês melhorou consideravelmente com a convivência diária e a necessidade de me comunicar apenas em inglês. Estudar numa instituição americana me ajudou a compreender um pouco como o mestrado e doutorado funcionam nos Estados Unidos e abriu portas para uma futura especialização fora do Brasil.

O que mais lhe surpreendeu em relação à vida e educação nos Estados Unidos?

Em relação à educação, o fato de que os professores não só são abertos a questões e discussões, mas também encorajam os alunos a trazerem questões e discutirem em sala de aula.

Qual foi a sua maior decepção?

Eu achei que teria mais chances de viajar dentro do país, mas o sistema de transporte se mostrou não tão eficiente quanto eu imaginava e muito mais caro do que eu posso pagar.

Como você administra:

... as diferenças no idioma?

A familiaridade com o idioma aumentou com o tempo e com a necessidade de me comunicar só em inglês. Fazer amigos com outros alunos internacionais também ajudou porque o inglês é a única forma de nos comunicarmos.

... as finanças?

Eu não tive muitos problemas com dinheiro porque minha bolsa de estudos cobre minhas necessidades básicas. Evitar gastar muito em coisas desnecessárias ajudou a manter tudo em ordem.

... sua adaptação ao sistema educacional americano?

Foi difícil no começo com a carga de trabalho que eu não estava acostumada; ter aulas que duravam apenas uma hora e menos tempo para terminar as provas. Eu tentei evitar ficar para trás nas aulas revisando minhas anotações, procurando ajuda dos professores quando necessário e terminando os trabalhos antes da data final de entrega, e isso me ajudou bastante.

Quais são suas atividades de lazer ou esportivas?

Eu faço parte da Associação de Cultura Asiática com alguns outros amigos internacionais e participei por algum tempo de aulas de dança semanais.

Foi fácil ou difícil fazer amigos nos Estados Unidos?

Foi mais fácil fazer amizade com outros alunos internacionais do que com americanos. Não que os americanos sejam fechados, mas eles geralmente já têm um grupo de amigos que se conhecem há anos e isso dificulta ganhar proximidade.

Quais são suas metas profissionais ? A sua educação nos Estados Unidos será importante para atingir essas metas e  para as necessidades de seu país?

Eu quero continuar meus estudos após a graduação (mestrado, doutorado) e, se eu tiver a oportunidade, trabalhar como analista químico na indústria ou ser professora tanto para ensino médio quando para nível superior. As empresas no Brasil valorizam muito a experiência de intercâmbio e bom conhecimento em inglês. Consequentemente, ter os dois pode me ajudar a conseguir um bom emprego no futuro.

O que você aconselharia a outros estudantes do seu país que estejam pretendendo estudar nos EUA?

Se você tiver a oportunidade, aproveite! Estudar fora do país é uma experiência de vida incrível e os Estados Unidos tem uma diversidade maravilhosa para ser vivenciada. Além disso, tem uma grande diferença na forma com que brasileiros e americanos vêem a importância de desenvolver a ciência, principalmente encorajando a discussão e visão crítica dentro de sala de aula, e em como a universidade é vista não só como “um lugar para aprender uma profissão”, mas também um ambiente para se desenvolver como cid

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